segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Solução

Precisamos de uma abordagem de senso comum para o controle fiscal e cannabis, como o álcool.

Proposição 19 foi cuidadosamente escrito, a fim de:

Controle de cannabis, como o álcool, permitindo que adultos e mais de 21 na Califórnia para portar até um grama de cannabis, a serem consumidos em casa ou em estabelecimentos licenciados

Dê governos estaduais e municipais a possibilidade de tributar a venda de maconha para consumo de adultos

Coloque as nossas prioridades de polícia, onde eles pertencem, terminando as detenções de consumidores não-violenta cannabis, salvando centenas de milhões de dólares dos contribuintes por ano e permitir a polícia a concentrar-se sobre a criminalidade violenta

Gerar bilhões em receitas anuais para financiar o que mais importa na Califórnia: emprego, saúde, segurança pública, parques, estradas, transportes e muito mais

Cortar o financiamento para os cartéis da droga violenta em toda a nossa fronteira, que atualmente gera 60 por cento das suas receitas provenientes do mercado ilegal de maconha E.U.

Proteja nossas crianças, nossas estradas, e os nossos locais de trabalho, aumentando a pena para a venda de maconha a menores, proibição do uso da maconha em público, nas dependências da escola, e enquanto os menores estão presentes, mantendo estrita sanções penais para a condução sob a influência da maconha e preservar os direitos das entidades patronais para manter os locais de trabalho livre de drogas

Proteger os direitos dos doentes médicos cannabis '

sábado, 28 de agosto de 2010

Nativos do Rio de Janeiro

Quando os portugueses chegaram à Ilha de Vera Cruz, ela não era uma terra desabitada, não era um espaço natural e sim um espaço social, mas ocupado pelos caçadores-coletores-horticultores-pescadores das raças Tupi-guarani que habitavam todo o litoral, desde o atual Ceará até Cananéia era ocupado pelos Tupis e daí até a Lagoa dos Patos dominavam os Guaranis. Esta população já existente na terra ficou conhecida como aborígines. A historiografia costuma pensar no espaço após a ocupação dos europeus sem considerar esta população e sua cultura que já existia.
Os selvagens não guerreavam para conquistar terras uns dos outros, nem tinham como objetivo enriquecer com os pertences dos vencidos ou do resgate dos prisioneiros. Guerreavam para vingar amigos e parentes presos anteriormente ou comidos. Devoravam os inimigos não para se alimentar mas com a intenção de se tornarem mais corajosos e lavavam seus filhos homens com o seu sangue.
A organização social básica dos índios era a tribo, um grupo de indivíduos que habitavam uma área próxima, que falavam a mesma língua, tinham os mesmos costumes e estavam ligados uns aos outros por um forte sentimento de unidade. Tal sentimento era tão forte que os mantinha unidos mesmo quando não existia nenhum chefe ou conselheiro cuja autoridade se estendia a toda a tribo.
A guerra produzia efeitos sociais diretos uma vez que restaurava a unidade coletiva e sua autonomia e eliminava as interferências nas relações sobrenaturais e indiretamente fazia com que os atributos e as qualidades dos antepassados fossem recuperados.
Na região da Guanabara os índios denominavam-se Tupinambás, mais especificamente Tamoios. Jean de Léry, escritor francês que esteve na Guanabara, se refere a eles como Tupinambás Tupiniquins em conjunto, mas Sérgio Milliet considera que Tupinambá era o nome mais geral e Tupiniquim o nome mais particular e que cada grupo possuía duas ou três designações, sendo uma a tradicional e as outras pejorativas ou laudativas, dadas pelos vizinhos inimigos ou amigos. Daí o erro de supor-se uma existência de grande número de tribos Tupis.
Tupinambás e Tupiniquins moravam em aldeias ou tabas que representavam a unidade política das sociedades indígenas, tendo cada uma delas autonomia e possuíam como autoridade mais importante o cacique ou morubixaba ou ainda o tuxaua. O formato das aldeias variava conforme a tribo, alguns construíam aldeias em forma de círculos, outros em forma de ferradura, para alguns a aldeia era composta de uma única habitação coletiva. As tabas possuíam ocas feitas de madeira, cobertas de palha sem nenhum repartimento e em cada oca moravam de trinta a quarenta índios, que dormiam em redes e andavam nus, pintados e ornamentados. As ocas eram construídas de troncos que serviam de trincheira e algumas tinham em volta um fosso cujo fundo era cheio de farpas agudas.
Por necessidade básica de sobrevivência os índios se deslocavam periodicamente para locais onde podiam encontrar recursos mais facilmente. Os mais nômades não possuíam agricultura, nem cerâmica, nem tecidos e não criavam animais domésticos.
Suas aldeias ficavam localizadas em terra férteis próximas de rios e de florestas, para facilitar a pequena agricultura, a caça e a pesca. Cultivavam roças comunitárias que pertenciam a toda a tribo, composta de mandioca, milho, abóbora, feijão, amendoim, tabaco, pimenta e árvores frutíferas. Plantavam e teciam o algodão, que usavam para fazer redes de dormir. Fabricavam cestos de cipó, panelas e vasos de barro, machados de pedra, facas de casco de tartaruga, agulhas de espinhas de peixe e diversos instrumentos musicais de sopro e percussão. Apreciavam a música e a dança, pintavam o corpo e enfeitavam-se com colares de conchas marinhas e penas coloridas de aves.
O cosmógrafo francês André Thevet elaborou um mapa da atual Ilha do Governador onde aparecem trinta e seis tabas. Jean de Léry encontrou em torno da Baía de Guanabara trinta e duas aldeias tupis entre 1550 e 1560. Posteriormente, novas listas foram feitas por missionários e cronistas portugueses, acrescentando outras povoações. As crônicas desses viajantes e outros descrevem a vida diária dos índios, sua agricultura, navegação, seus hábitos, utensílios, a maneira de caçar e de pescar, seus rituais e seus costumes de guerrear.
Viviam da caça e da pesca e encontravam na Mata Atlântica os alimentos de que necessitavam: frutas, palmito, pequenos animais. Eram habilidosos na canoagem e na pesca, se deslocavam pelo interior viajando a pé pelas trilhas da Serra do Mar.
A organização social dos Tupinambás tinha como parâmetro básico o parentesco, sustentado pelo sistema religioso que determinava os valores sociais e o comportamento de cada indivíduo. Esta organização se baseava principalmente nas tarefas relacionadas ao trabalho, divididas por idade e por sexo. As mulheres cuidavam da casa, das crianças, da roça, da fabricação de farinha, da fiação de telagens. Os homens jovens eram responsáveis pela defesa da tribo e expedições guerreiras e pela coleta dos alimentos na caça e na pesca, pela derrubada da mata e preparação da terra para o plantio, pela construção das canoas e armas, pela construção das casas, enquanto que os idosos, tanto homens quanto as mulheres ficavam sentados dando conselhos e passando aos mais jovens a sabedoria das tradições da tribo. Os índios usavam, a queimada para abrir espaços na mata que seriam usados para o cultivo de alimentos, esta prática denominada coivara é ainda muito utilizada no interior do Brasil.
Em relação à religião pode-se ressaltar que eles gostavam de rituais em que se comemorava a passagem de um grupo ou de um indivíduo da vida para a morte, além disto era comemorada a gestação, o nascimento, o casamento, a iniciação da vida adulta e outros acontecimentos. Eles não gostavam de acreditar em um deus supremo, preferiam cultuar em mitos, heróis e forças da natureza. Todas as crenças eram passadas de geração em geração. A medicina dos índios estava ligada à religião e o pajé era a pessoa mais sábia da tribo e era ele o elo de ligação entre a religião e os homens.
Os Tupis possuíam noções de astronomia pela observação das estrelas, da lua e do sol. Conheciam os hábitos dos animais, os locais que freqüentavam, as trilhas que percorriam nas matas e conheciam também as características dos frutos que usavam como alimentos. Possuíam conhecimento sobre as propriedades medicinais dos vegetais que usavam para curar doenças.
Os nativos da terra transmitiam o que sabiam através da palavra falada, apenas pela memória oral, não deixaram documentos escritos sobre sua história. Os primeiros colonizadores tentaram identificá-los dando nome a cada povo, mas criaram grande confusão, porque não conheciam bem as línguas faladas pelos índios e faziam registros confusos em relação ao grau de parentesco das diversas línguas provenientes do mesmo tronco. Das línguas faladas na costa Atlântica, o Tupinambá era predominante.
A guerra e a vingança constituíam instituições fundamentais nas sociedades Tupis-guaranis, todos os grupos locais vizinhos eram considerados inimigos em potencial. As atividades guerreiras nas sociedades indígenas serviam para estabelecer o domínio tribal sobre o território ocupado e estava ligada à necessidade de sacrificar vítimas humanas aos espíritos dos ancestrais míticos e parentes mortos. Ignoravam a exploração econômica do trabalho escravo, os cativos eram tratados com respeito até o sacrifício. A guerra se dava por meio e graças às relações com forças e entidades sobrenaturais e a vitória ou derrota indicavam a comunicação com o sobrenatural, tinha um caráter mágico-religioso e este tipo de caráter deve ser levado em consideração também na análise das relações indígenas com os europeus.

Nando facebook

Nando Freitas

Criar seu atalho

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Verdade sobre a verdade

A Verdade (Carlos Drummond de Andrade)

A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.

"Devemos ter ciência que a Verdade não é propriedade de ninguém, de nenhuma raça. Nenhum indivíduo pode reclamar sua exclusividade. A Verdade é a natureza simples de todos os seres..." (Swami Vivekananda - Mestre Indu)

O que é a verdade? Quantas vezes já acreditamos em coisas que mais tarde descobrimos serem bem diferentes daquilo que pensávamos? Quantas vezes a "ciência" nos provou por meio de estudos e experimentos "científicos" que certas coisas seriam improváveis e até impossíveis de acontecer e errou?

Não é preciso se esforçar muito para lembrar de fatos como o ocorrido na década de 30, no qual um notável físico da época provou por meio de cálculos físicos e matemáticos que era impossível existir televisor a cores, ou de um artigo publicado na revista "The WestingHouse Engineer" no final da década de 50 onde utilizando-se de todo o conhecimento adquirido até a época e com base em cálculos físicos e matemáticos, foi provado que um computador jamais superaria a impressionante marca de 1MHz de velocidade de processamento.

A verdade é que a verdade está em cada um de nós. Depende de nossas vivências, nosso conhecimento, experiência e bagagem. Cada pessoa possui sua própria verdade, e tudo aquilo em que uma pessoa acredita passa a ser a sua verdade. O que nós não podemos fazer é "parar" no tempo, nos fechar para outras possibilidades e idéias, pois o que hoje acreditamos ser o correto, pode ser provado amanhã o contrário. Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.

"A corrente de ferro da Verdade, que nós (homens) qualificamos de invariável, nos mantém cegos em um círculo vicioso. Tecnicamente pode-se ter razão nos fatos e, no entanto, estar-se eternamente equivocado na Verdade" (Operação cavalo de Tróia 3 - J.J.Benítez). Devemos parar de temer a Verdade. A Verdade é nossa amiga e nossa aliada. "O Homem permanece no recanto das trevas por medo que a luz da Verdade lhe faça ver coisas que desmoronariam as suas conjecturas" (OVNIs: S.O.S. à Humanidade - J.J.Benítez). Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Viajar

Aqui está uma maneira que nós gostamos de viajar, especialmente. Três dias aqui, dois dias aqui, três dias em outro lugar. Em cada cidade, um hotel com pequeno-almoço (ou meia pensão), e completamente gratuito para dias repletos de imagens fortes e necessariamente alienígenas. Ao terminar você pode dizer "eu fiz um circuito. Você certamente vai surpreender
http://www.voyagenbus.com/circuits.html

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Shivaismo

A Natureza dos Deuses da Natureza
Somos todos irmãos dos deuses. Nossa sociedade materialista nos afastou do contato com o divino. Atualmente julga-se ridículo dizer que o mundo é sagrado, a vida é sagrada, a natureza é sagrada. O conceito de sagrado evoluiu com o tempo e hoje se restringe a uma concepção bem definida do que é um Deus. A única coisa que ainda preserva sua sacralidade, para a maioria das pessoas, é o deus criador - aquele que fica sentado no alto de sua nuvem, lançando raios sobre os que o desobedecem. Isto é o que a maioria das pessoas tem como deidade. Mas não uma grande maioria dos seres humanos que hoje vivem sobre o planeta Terra.
Aqueles que assim pensam desse Deus, acreditam que este Deus é a resposta natural para a pergunta ”De onde veio o Universo?”. A esta pergunta corresponde a resposta “O Universo foi criado por Deus”. A seguir, pode-se fazer outras perguntas: “ Quem criou Deus”?, “ Que havia antes de Deus ser Criado?” e outras do mesmo calibre.
Provavelmente não foi assim que apareceu o conceito de Deus. Como não estávamos lá para ouvir o que pensavam os homens, só nos resta fazer conjecturas plausíveis, já que adotando atitude Shivaista, antes mesmo de explicá-la, não faremos apelo a Verdades reveladas.
Há cerca de 14.000 anos (12.000AC) (daqui por diante designaremos AC antes de Cristo por E.A Era Antiga.e DC depois de Cristo por E.V. Era Vulgar) (Pinsky, 2001) a Terra começou a esquentar em regiões próximas ao Equador, rios caudalosos substituíram o gêlo. Seres humanos que até então viviam em cavernas, “se protegendo do frio”e que tinham a população limitada pela dificuldade de alimentos, puderam sair e buscar alimento for a destas cavernas. Rapidamente uma primeira especialização deve ter ocorrido, comprovada por desenhos rupestres em que os homens se dedicaram a caca e a pesca e as mulheres a buscar nas florestas que apareciam raízes e frutos comestíveis, guiadas inicialmente pelo instinto e cheiro daquilo que selecionavam para comer. Jogando for a pedaços não comidos, notaram que esses germinavam na Terra , dando uma nova planta. Foi o início da Agricultura e esta realmente floresceu próxima aos grandes rios. Até hoje se menciona a civilização nascida no Vale do Nilo, mesopotâmia, Vale dos Hindus e Ganges, sendo as primeiras as mais conhecidas por nós.
Em locais onde não havia rios que com suas enchentes fertilizassem a Terra, tais como na Ásia central, a agricultura não dominou e sim a domesticação de alguns animais que aproveitavam o leite, carne e peles. Como rapidamente se esgotavam as raízes e frutos de uma região, era necessário imigrações constantes e acredita-se então que naquela região do Globo, a organização familiar se torne diferente.
Enquanto que em uma população agrícola que favorecia o sedentarismo por ser necessário esperar a colheita e a frutificação de árvores plantadas, favorecia o feminino em uma civilização nômade em que o trabalho era lidar com animais fortes favorecia a força bruta é normal que nessas civilizações os homens tivessem supremacia.
Vendo tanto na Terra que fazia brotar plantas gerando a vida quanto observando mulheres que de seu interior saiam novos seres, o conceito da mulher associada a geradora da Vida, se estabeleceu. Comprovação disto vem das figuras de Deusas mães populares entre estas civilizações do Neolítico. Vejam nestas o Sagrado é aquele que Cria a Vida, isto é a Natureza e as Mães. Dai o forte desenvolvimento do respeito ao feminino das civilizações sedentárias. Associada a esta crença associou-se o Deus Natureza com seus símbolos.
E o Shivaismo?
Deve ser útil primeiramente contextualizar com o pensamento oriental, que encerra uma filosofia estranha para os ocidentais, acostumados ao pensamento filosófico grego.
Cerca de 7000 EA, no vale do rio Indus, onde hoje é a o atual Paquistão, desenvolveu-se uma civilização muito avançada, pouco conhecida no ocidente (catálogo de exposição Paquistão 1989){Museu89. Certamente teriam algum tipo de escrita pois já se encontram carimbos, feitos de argila seca ao sol. Existe forte evidência que a organização destas sociedades era do tipo matriarcal e pacíficos. Cabia às mulheres a agricultura e preparo da alimentação para a família. Ao homem cabia principalmente pescar.
Progressivamente aproveitando-se da fertilidade trazida pelas inundações do rio Indus, a população foi aumentado e o alimento armazenado em depósitos.
Na região do Indus, se encontra um personagem hipotético representado no meio dos animais sentado em posição de Lotus, o qual costuma se chamar de Deus dos Animais ou Pashupati, primeira representação de Shiva. Representava-se tambem por um personagem hermafrodita (note que o Adão da Bíblia continha os dois sexos).
Pequenos roedores foram atraidos por esta alimentação armazenada, sendo seguidos por pequenos felinos desejosos de caçá-los. Estes felinos adoravam se esfregar nas pessoas, deixando nelas seus odores, incensíveis ao olfato humano, mas suficiente para identificar aqueles que se deixavam aproximar. Esta atitude, interpretada pelas mulheres como de animais carinhosos, associada a sua utilidade por dar caça aos roedores foi o passo para a aceitação do gato como animal domiciliar.
Os homens com sua tarefa de pescar tinham que passar varias horas imóveis, e foi a grande oportunidade para pensarem e desenvolverem idéias filosóficas que antecederam os gregos por muitos séculos. Nascia a Yoga {Note que a posição mais conhecida de meditação é simplesmente o homem de pernas cruzadas em Lotus (Padmasana) Hoje denominamos estes povos de dravídicos ou dravidianos, povo totalmente pacífico, tal como outros povos de civilizações de pele e olhos escuros.
Posteriormente com o aumento da população construiram outras cidades, das quais, Mohenjo Daro e Harapa, altamente desenvolvidas, com planejamento urbanístico, escrita, organização política e social e arte cerâmica, são as mais conhecidas.
Modernas pesquisas encontraram nestes locais as primeiras manifestações de culto à Shakti, a Mãe Divina, a base do tantrismo. Foram encontradas também imagens em postura de yoga e em atitude de meditação.
Cães que haviam há muito conseguido sua aceitação como companheiros nas cavernas, pelo aviso dado à aproximação de estranhos, passsaram a seguir estas tribos.
Notícias da existência de cidades onde a alimentção abundava despertou o desejo de tambem achar uma “terra prometida''. Provavelmente os primeiros livros da Biblia se refere a um destes povos.
Contam os historiadores ocidentais que esta civilização do Indus teria sido destruída por uma invasão aryana.
Recentes descobertas arqueológicas e linguísticas, no entanto, estão descartando esta teoria de uma possível invasão de um certo povo aryano vindo do norte, com provas significativas da impossibilidade de ter havido esta invasão abrupta. O que é mais provável é a invasão por povos durante um período longo, o termo ariano significando “nobre''.
Estes povos assumindo a liderança nas regiões conquistadas, necessitavam de uma língua comum para se comunicarem. Inventaram então o Sânscrito de modo suficientemente complexo, para que apenas com estudos aprofundados pudessem ser aprendido e rico de homônimos e sinônimos de modo que a Semântica das frases tivesse múltiplos sentidos. Com relação aos caracteres usados adotaram um sistema de mais de 500 sinais diferentes misturando origens dos vários povos conquistadores. Hoje observando a escrita sânscrita em Devanagari, caracteres usuais empregados, nota-se um ligeiro sentimento de escrita hieroglífica e do sul asiático.
Os invasores traziam consigo todo um panteon de deuses que assimilaram os deuses locais e epopéias das conquistas foram escritas em Sânscrirto. A cultura dos povos dominados continuou a ser transmitida de boca a orelha e por versos aprendidos de cor.
Filosofia do Shivaismo
A filosofia do Shivaismo vem sendo transmitida de boca a orelha essencialmente por tres poemas: O Vijñâmabaïrava, o Shivasutra e o Spendakarika. Alguns compreendem tudo do Shivaismo principalmente aquele levado por dravidianos para os montes do Himalaia que se costuma designar por Pratyabhijñâ. Outros necessitam um ensinamento mais progressivo seguido de exercicios e atos purificadores do corpo e talvez nunca compreendam o que é este Shivaismo.
Nada custa experimentar aqui a via rápida. Leia medite e se realmente absorver as 5 frases abaixo, é que compreendeu o Shivaismo:
1- Tu és Shiva.
2- Shiva é teu Eu.
3- Iluminado desde sempre.
4- Sem nascimento nem morte.
5- Seu Universo é um jogo de tua consciência
Que quer dizer isso?
Se não entendeu, pense: não há muito mais a dizer. O resto é conseqüência do que foi dito. Assim:
Não espere encontrar escolas de Shivaismo., se você é Shiva, para que ir a Escola? Não se vai a Templo Shivaita para meditar, Shiva está dentro de você. Aonde vocie estiver tem um Templo. Não procure a Divindade for a de ti, ele é o seu Eu! Não existe percursoa serpercorrido para atingir a liberação.
Sessões livre pois sois Shiva, como querer se liberar? Não existe pecado nem purificação, não existe dualidade nem não dualidade. O conceito de outro não se aplica, pois o Univeros está na Tua Consciência, fenômeno da cognição. Não há ritual nem prática. Como vive o Shivaita? Como todo mundo: vivendo! Meditar não é o vazio como apresentava Pantajali em suas sutras, mas viver cada momento, realmente.
Boa Meditação

O VALE DOS SENTIMENTOS

Havia um lugar chamado Vale dos Sentimentos e lá moravam todos os sentimentos do mundo. Cada qual com seu nome: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria, a Determinação e outros. Apesar de serem tão diferentes, se davam muito bem. Até os Sentimentos como o a Soberba, a Tristeza e a Vaidade não tinham problemas entre si. Era, todas mulheres lindas. Mas era lá no fundo do vale, na œltima casinha que morava o mais bonito dos sentimentos: o Amor. Ele era tão bom que, quando os outros sentimentos chegavam perto dele, ficavam mudados. Isso acontecia porque dentre todos eles o Amor era o melhor. E amava a todas aquelas mulheres, sem distinção. Sua vida era amar. Até os meninos, orgulho, medo, eram por ele amados.

Porém, no mesmo vale, num lugar mais afastado havia um castelo. Lá neste castelo também morava um sentimento, só que não tinha nada de bom. Era o lar da Raiva. E a Raiva, uma megera que de tão ruim que era, não gostava dos outros moradores do vale. Por isso, quando acordava de mau humor, fazia de tudo para estragar a beleza do lugar. Certo dia teve uma idéia. Foi até seu laboratório e então preparou uma poção, a mais esquisita e estraga prazeres de que se tem notícia. A fumaça que se ergueu da poção tomou conta do lugar e do vale todo; e se transformou numa tempestade como nunca se tinha visto antes.

Quando o vale se encheu de raios, chuva e vento, todos correram para se proteger. Um menino. o Egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando todos para trás. A Alegria deu risadas de alívio por ter se salvado rapidinho. A Riqueza recolheu tudo o que era seu, antes de se abrigar. A Tristeza, a Sabedoria... a Vaidade... Todos conseguiram chegar em suas casas a tempo, ...menos o Amor.

Ele estava tão preocupado em ajudar os outros sentimentos que acabou ficando para trás. Então uma coisa ruim aconteceu: Um raio cortou os céus. Ouviu-se um estrondo gigantesco e um corpo caiu ao solo. A raiva deu sua tarefa por cumprida e retirou-se para dormir.

Quando a tempestade passou, os sentimentos todos puderam abrir suas janelas aliviados. Mas ao saírem, eles sentiram uma coisa diferente no ar.



-Que aconteceu com o amor? - perguntavam entre si

-Ele não se mexe - afirmou outro dos sentimentos

-Tá tão parado que até parece que morreu - exclamou outro.



Nesse momento a Tristeza começou a chorar; o Orgulho não aceitava. Disse que tudo era mentira. A Riqueza afirmava que era um desperdício e a Alegria, pela primeira vez, verteu lágrimas pelos olhos. Então uma coisa estranha começou a acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças porque sem o Amor para uni-los, as diferenças apareceram. A situação já estava bem ruim quando eles repararam que estavam sendo observados. Um encapuzado que eles nunca tinham visto antes. Ele se ajoelhou na frente do Amor... tocou-o calmamente... e ele abriu os olhos.



- Ele não morreu. O amor não morreu! - gritaram os outros sentimentos.



Foi ai que todos puderam ver o rosto da estranho. Ele era ela, uma mulher linda e seu nome era Compreensão. Todos comemoraram, porque o Amor estava vivo e sempre estará! Porque não há nada que possa acabar com o amor, enquanto a Compreensão estiver ao seu lado para ajudá-lo.

A paz voltou a reinar no Vale dos Sentimentos. O Amor e a Compreensão se casaram e tiveram três filhos. Os nomes deles são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E moram juntos hoje e para todo o sempre no Vale dos Sentimentos, bem lá no fundo daquele recanto que se chama CORAÇÃO.

good vibe

Blogger Xuper: Perfil: Reinaldo Waisman

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010