Pão de mel da revista Cláudia Cozinha
Dificuldade: média
100 unidades
Calorias: 134 por unidade
Exige preparo antecipado
Ingredientes
Massa
4 1/2 xícaras de farinha de trigo
2 2/3 xícaras de açúcar mascavo
2 xícaras de água
1 xícara de leite
1 xícara de mel
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
1/2 colher (chá) de cravo em pó
1/2 colher (chá) de canela em pó
4 ovos
Cobertura
500 g de gotas de chocolate para cobertura
Acessórios
formas de pão de mel com 6,5 cm de diâmetro
Preparo
1. Ferva o açúcar mascavo com a água por 20 minutos ou até a calda ficar encorpada. Deixe esfriar. Numa tigela, bata as claras em neve e reserve.
2. Misture a farinha e as especiarias à calda. Adicione o chocolate, o bicarbonato dissolvido no leite e as gemas. Junte as claras e o mel e misture delicadamente. Aqueça o forno em temperatura média.
3. Unte as formas com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Coloque-as numa assadeira e encha cada uma com duas colheres (sopa) da massa. Asse por 20 minutos ou até a borda da massa começar a se soltar. Desenforme ao esfriar.
Cobertura
1. Derreta as gotas de chocolate em banho-maria. Misture bem. Desligue o fogo, mas não retire a panela do banho-maria.
2. Banhe cada pão-de-mel na cobertura. Deixe escorrer e firmar em papel-manteiga antes de servir.
Pão de mel I (sem ovos)
Ingredientes:
3 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de açúcar
1 xícara de chá de mel
1 xícara de chá de leite
1 colher de sopa de margarina ou manteiga
1 colher de sobremesa de bicabornato
1 colher de sobremesa de canela em pá
1 colher de sobremesa de cravo-da-Índia torrado
cardamono se tiver
caldo de 1 limão grande
Bata todos os ingredientes até formar uma massa como a de bolo .
Unte e polvilhe uma forma ou assadeira
Despeje a massa na forma e leve ao forno por aproximadamente 25 minutos.
Pão de Mel II
Ingredientes
- 1/2 Kg de açúcar mascavo
- 1 xícara (chá) de leite
- 1 xícara (chá) de mel
- 1 colher (chá) de canela em pó
- 1 colher (chá) de cravo em pó
- 1 colher (chá) de noz moscada ralada
- 1 colher (chá) de essência de baunilha
- 4 ovos inteiros
- 1/2 Kg de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó
Cobertura
- chocolate meio-amargo e ao leite, derretidos e misturados.
Modo de Preparo
Peneire a farinha de trigo com o fermento e reserve.
Leve ao fogo o açúcar mascavo e o leite. Mexa bem, até dissolver o açúcar. Retire do fogo e passe essa mistura por uma peneira. Coloque na batedeira, junte todos os condimentos, os 4 ovos inteiros, o mel e bata bem. Junte a farinha de trigo peneirada.Coloque em uma assadeira retangular untada e polvilhada. Leve para assar, em forno médio, por cerca de 20 minutos. Deixe esfriar e corte em quadradinhos. Banhe na cobertura.
Pão de mel III (Com café)
1 lata de leite condensado e a mesma medida de leite
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de cravo torrado e moído
1 colher de chá(rasa) de Nescafé
1 xícara de chá de mel
3 xícaras de chá de farinha de trigo
2 colheres de chá(rasas) de fermento em pó
2 colheres de chá(rasas) de bicarbonato
1 tablete(200 g) de chocolate meio amargo Nestlé picado
Misture bem os 6 primeiros ingredientes. Peneire juntos a farinha, o fermento, o bicarbonato e junte à primeira mistura, mexendo bem. Despeje em assadeira nº 3 untada e enfarinhada e asse em forno médio por 25 minutos. Retire do forno e espalhe o chocolate sobre o bolo
ainda quente. Quando derreter, alise com uma faca e depois de frio corte em quadradinhos. Rendimento: 24 pedaços.
Pão de mel IV (Sem ovos)
Ingredientes
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de mel
1 colher (chá) de cravo em pó
2 colheres (café) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sopa) de margarina em temperatura ambiente
200 gramas de chocolate ao leite ou meio amargo para decorar
Modo de Preparo
Preaqueça o forno em temperatura média.
Em uma tigela, coloque a farinha, o açúcar, o cravo, o bicarbonato de sódio e a margarina, acrescente o leite e misture bem. Coloque o mel aos poucos sempre mexendo. Por último adicione o fermento e mexa delicadamente.
Despeje em uma fôrma untada de 40 x 25 cm aproximadamente, leve ao forno por 20 minutos ou até ficar assado.
Retire do forno e deixe esfriar.
Derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas. Com o auxílio de uma espátula, distribua o chocolate sobre o pão de mel e deixe secar.
Pão de mel recheado
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
400 ml de leite
½ xícara (chá) de mel
3 colheres (sopa) de canela em pó
1 colher (sopa) de cravo em pó
1 colher (sopa-rasa) de bicarbonato de sódio
3 xícaras (chá) de farinha de trigo (330 g)
1 colher (sopa) de fermento em pó.
Para a cobertura: ½ kg de chocolate meio-amargo derretido em banho-maria
Para o creme de nozes:
1 lata de leite de condensado
1 ovo inteiro
1 colher sopa de farinha de trigo
1 colher sopa de margarina
300 g de nozes moídas.
Modo de Preparo:
No liqüidificador, bata os 6 primeiros ingredientes, por aproximadamente 1 minuto. Acrescente a farinha de trigo aos poucos e utilize o pulsar para ir misturando a farinha. Coloque o fermento em pó e pulse por algumas vezes até misturar. Despeje numa fôrma untada e enfarinhada (25 X 35 cm), asse em forno pré-aquecido a 180ºC, por aproximadamente 20 minutos. Corte no formato desejado e recheie com doce de leite, creme de nozes ou trufas.
Para o creme de nozes: Misture todos os ingredientes e leve ao fogo até desgrudar da panela. Deixe esfriar e recheie os pães de mel.
Dicas: Com as sobras da massa, corte quadradinhos. Recheie a gosto e banhe no chocolate.
Pão de mel delícia
Ingredientes
3 ovos
1 xícara de chá de chocolate em pó
1 1/4 xícara de açúcar mascavo
1 xícara de chá de favinho
1 1/2 xícara de chá de leite
1 colher de sopa de tempero para pão de mel
2 colheres de sopa de margarina
1/2 xícara de chá de óleo
1 pitada de noz-moscada
4 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio
Preparo
Bater os ovos, a margarina e o açúcar. Depois, acrescente os demais ingredientes. Por último, o bicarbonato de sódio. Leve para assar em assadeira untada e forno pré-aquecido.
Pão de mel V
Ingredientes
2 colheres de sopa de manteiga
2 xícaras de açúcar mascavo
3 gemas
3 claras em neve
1 xícara de chá de mel
1 xícara de chá de cravo moído
3 colheres de sopa de chocolate em pó
6 xícaras de chá de farinha de trigo
1 pitada de sal
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1/2 xícara de chá de leite
1 colher de chá de tempero para pão de mel
Preparo
Bater bem a manteiga com o açúcar. Juntar as gemas, o mel, o cravo, o tempero, o sal, o chocolate, a farinha de trigo e por último o leite e as claras em neve. Levar ao forno em forma untada.
Pão de mel VI (Érica - Mestre Cuca)
75 g de manteiga
1/3 xícara de chá de açúcar
1/3 xícara de chá de açúcar mascavo
3/4 xícara de chá de mel
1/2 xícara de chá de leite
1/3 xícara de chá de cerveja em temperatura ambiente
1 colher de chá de cravo em pó
1 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de gengibre em pó
425g de farinha de trigo
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
Preparo
Bater bem a manteiga, o açúcar e o açúcar mascavo. Acrescentar o mel e continuar batendo. Acrescentar os ingredientes líquidos e deixar misturar bem.
A parte, misturar todos os ingredientes secos e juntar ao restante da massa.
Untar e enfarinhar as forminhas, encher aproximadamente 3/4 de cada forminha e levar ao forno (180º) por aproximadamente 20 minutos.
Cobrir com chocolate.
Observação: segundo a Érica, a cerveja é responsável por deixar a massa aerada mas pode ser substituída por leite.
domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Arte orgânica...
Amar a vida toda, tudo que existe.
Ah..vida, me leva a amar..
..e esse amor me trouxe...
Arte ..orgânica..
Porque a vida é orgânica e dimensional.
Interação orgânica dimensional essa é minha arte.
Extraio de minhas impressões orgânicas varias dimensões.
Interagir nesse processo me traz muito prazer e emoções, é algo novo.
Surgi, uma surpreendente satisfação com o resultado da integração dos materiais.
A simplicidade me seduz a tal ponto, que embriagado pela surpresa interajo.
Natural, pois ao me dispor de conceitos, só a sensação me basta.
Prazer isso é arte orgânica.
Desejo agradecer essa vivência, por isso aqui descrevi essa.
Grato.
Ah..vida, me leva a amar..
..e esse amor me trouxe...
Arte ..orgânica..
Porque a vida é orgânica e dimensional.
Interação orgânica dimensional essa é minha arte.
Extraio de minhas impressões orgânicas varias dimensões.
Interagir nesse processo me traz muito prazer e emoções, é algo novo.
Surgi, uma surpreendente satisfação com o resultado da integração dos materiais.
A simplicidade me seduz a tal ponto, que embriagado pela surpresa interajo.
Natural, pois ao me dispor de conceitos, só a sensação me basta.
Prazer isso é arte orgânica.
Desejo agradecer essa vivência, por isso aqui descrevi essa.
Grato.
sábado, 18 de setembro de 2010
Calma para o Êxito
Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.
Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...
Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...
Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...
Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...
É necessário ter calma sempre.
A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.
Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.
A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.
A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.
Não antecipa, nem retarda.
Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.
Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.
Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância dificil, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.
Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...
Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...
Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...
Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...
É necessário ter calma sempre.
A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.
Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.
A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.
A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.
Não antecipa, nem retarda.
Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.
Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.
Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância dificil, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
História da maconha no Brasil: Da Coroa Portuguesa ao Preconceito Contemporâneo
História da maconha no Brasil: Da Coroa Portuguesa ao Preconceito Contemporâneo
Para alguns talvez seja difícil de aceitar, mas a história do Brasil e a da cannabis andam lado a lado desde 1500, com a chegada das caravelas portuguesas, que por sua vez, faziam o uso do cânhamo no cordame e em suas velas. Não sei se voce já notou, mas a palavra "maconha" tem as mesmas letras que a palavra "cânhamo" escrita em uma ordem diferente.
Segundo documento oficial do governo brasileiro (Ministério das Relações Exteriores, 1959): "A planta teria sido introduzida em nosso país, a partir de 1549, pelos negros escravos, como alude Pedro Corrêa, e as sementes de cânhamo eram trazidas em bonecas de pano, amarradas nas pontas das tangas" (Pedro Rosado).
A maconha não é uma planta nativa brasileira, ela foi trazida pelos escravos africanos, como pode ser conferido nas seguintes passagens:
"Entrou pela mão do vício. Lenitivo das rudezas da servidão, bálsamo da cruciante saudade da terra longínqua onde ficara a liberdade, o negro trouxe consigo, ocultas nos farrapos que lhe envolviam o corpo de ébano, as sementes que frutificariam e propiciariam a continuação do vício" (Dias, 1945).
"Provavelmente deve-se aos negros escravos a penetração da diamba no Brasil; prova-o até certo ponto a sua denominação fumo d’Angola" (Lucena, 1934).
No século XVIII a Coroa portuguesa incentivou o cultivo da maconha no Brasil, e com o passar dos anos o uso recreacional se disseminou entre os negros escravos e logo também entre os índios brasileiros, que por sua vez, passaram a cultivar o que usavam. Porque o uso recreacional da cannabis era, até então, feito pelas camadas socioeconômicas menos favorecidas, não havia interesse em cuidar desse uso, apesar do fato de haver rumores quanto à Carlota Joaquina (esposa do Rei D. João VI) desfrutar do chá de maconha.
A partir da segunda metade do século XIX começaram a haver mudanças na situação da cannabis no Brasil pois chegaram notícias sobre os efeitos prazerosos da maconha, principalmente após a divulgação dos trabalhos do Prof. Jean Jacques Moreau, da Faculdade de Medicina da Tour, na França, e de vários escritores e poetas de lá. Apesar de tudo, o uso medicinal da maconha foi o mais aceito no Brasil, como descrevia um formulário médico em 1888:
"Contra a bronchite chronica das crianças (...) fumam-se (cigarrilhas Grimault) na asthma, na tísica laryngea, e em todas (...) Debaixo de sua influência o espírito tem uma tendência às idéias risonhas. Um dos seus efeitos mais ordinários é provocar gargalhadas (...) Mas os indivíduos que fazem uso contínuo do haschich vivem num estado de marasmo e imbecilidade" (Chernoviz, 1888).
As cigarrilhas Grimault, de Cannabis Indica, ainda em 1905 era indicada para asma, catarro, insônia, entre outros. Na década de 1930, a maconha ainda era usada no meio medicinal e diversas propriedades terapêuticas do extrato do seu fluido eram citadas:
"Hypnotico e sedativo de acção variada, já conhecido de Dioscórides e de Plínio, o seu emprego requer cautela, cujo resultado será o bom proveito da valiosa preparação como calmante e anti-spasmódico; a sua má administração dá às vezes em resultados, franco delírio e allucinações. É empregado nas dyspepsias(...), no cancro e úlcera gástrica (...) na insomnia, nevralgias, nas perturbações mentais ... dysenteria chronica, asthma, etc.".
A repressão, então, ganhou forças possivelmente devido à posição de um delegado brasileiro Dr. Pernambuco, na II Conferência Internacional do Ópio (1924) pela antiga Liga das Nações, que afirmou que a maconha era mais perigosa que o ópio. Estranhamente, o documento oficial do governo brasileiro (Ministério de Relações Exteriores, 1959) dizia:
"Ora, como acentuam Pernambuco Filho e Heitor Peres, entre outros, essa dependência de ordem física nunca se verifica nos indivíduos que se servem da maconha. Em centenas de observações clínicas, desde 1915, não há uma só referência de morte em pessoa submetida à privação do elemento intoxicante, no caso a resina canábica. No canabismo não se registra a tremenda e clássica crise de falta, acesso de privação (sevrage), tão bem descrita nos viciados pela morfina, pela heroína e outros entorpecentes, fator este indispensável na definição oficial de OMS para que uma droga seja considerada e tida como toxicomanógena".
A repressão no Brasil se alastrou e permaneceu durante décadas, tendo o apoio da Convenção de Entorpecentes da ONUque até o dia de hoje considera a maconha uma droga extremamente prejudicial à saúde e à sociedade, equiparando-a à heroína.
"A proibição total do plantio, cultura, colheita e exploração por particulares da maconha, em todo território nacional, ocorreu em 25/11/1938 pelo Decreto-Lei no 891 do Governo Federal" (Fonseca, 1980).
Afirma-se que a maconha não seja uma substância narcótica sendo um erro colocá-la nessa convenção de entorpecentes. A Lei no 6.368, de 1976, prevê pena de prisão para a pessoa que possua qualquer quantidade de maconha, mesmo que para uso pessoal. Nos dias atuais, a lei mudou e só é necessário ir à delegacia e assinar um "atestado de maconheiro", o que pode prejudicar na hora de pegar um emprego ou outras atividades que requerem um nome limpo na polícia.
Todo esse excesso de problemas envolvendo a maconha durante os anos tem reflexos nos dias atuais, pois apesar de ser tratado em diversos países como medicamento, o Brasil ainda tem muito preconceito em volta da planta canábica, como pode ser notado no artigo Maconha, porta de entrada ou de saída do crack?, onde novas portas ao avanço da medicina são difíceis de abrir.
Estudos comprovam que o consumo da cannabis vem aumentando entre estudantes, o I Levantamento Domiciliar sobre Consumo de Drogas no Brasil em 2002 concluiu que 6,9% dos 47 milhões de habitants já consumiram a cannabis ao menos uma vez, isso corresponte a 3,249 milhões de pessoas, sem contar as que negaram para manter a sua privacidade. Fazendo um comparativo, o número de pessoas internadas por intoxicação aguda ou por dependência de maconha nos últimos 15 anos não ultrapassou 300 por ano de 1997-1999, enquanto que no mesmo período as internações por álcool chegaram a um total de 119.906 pessoas.
Concluindo, no "Jornal Brasileiro de Psiquiatria" (29: 353-4, 1980) o maior perigo do uso da maconha é expor os jovens a consequências de ordem policial sumamente traumáticas. O problema das drogas no Brasil sofre de um julgamento apaixonado e moralista e aqui estaremos até que a sociedade entenda que usuários de maconha não são deliquentes drogados viciados em maconha, mas sim pessoas que tem como droga de escolha a maconha, assim como há pessoas que optam por álcool e/ou cigarro.
Para alguns talvez seja difícil de aceitar, mas a história do Brasil e a da cannabis andam lado a lado desde 1500, com a chegada das caravelas portuguesas, que por sua vez, faziam o uso do cânhamo no cordame e em suas velas. Não sei se voce já notou, mas a palavra "maconha" tem as mesmas letras que a palavra "cânhamo" escrita em uma ordem diferente.
Segundo documento oficial do governo brasileiro (Ministério das Relações Exteriores, 1959): "A planta teria sido introduzida em nosso país, a partir de 1549, pelos negros escravos, como alude Pedro Corrêa, e as sementes de cânhamo eram trazidas em bonecas de pano, amarradas nas pontas das tangas" (Pedro Rosado).
A maconha não é uma planta nativa brasileira, ela foi trazida pelos escravos africanos, como pode ser conferido nas seguintes passagens:
"Entrou pela mão do vício. Lenitivo das rudezas da servidão, bálsamo da cruciante saudade da terra longínqua onde ficara a liberdade, o negro trouxe consigo, ocultas nos farrapos que lhe envolviam o corpo de ébano, as sementes que frutificariam e propiciariam a continuação do vício" (Dias, 1945).
"Provavelmente deve-se aos negros escravos a penetração da diamba no Brasil; prova-o até certo ponto a sua denominação fumo d’Angola" (Lucena, 1934).
No século XVIII a Coroa portuguesa incentivou o cultivo da maconha no Brasil, e com o passar dos anos o uso recreacional se disseminou entre os negros escravos e logo também entre os índios brasileiros, que por sua vez, passaram a cultivar o que usavam. Porque o uso recreacional da cannabis era, até então, feito pelas camadas socioeconômicas menos favorecidas, não havia interesse em cuidar desse uso, apesar do fato de haver rumores quanto à Carlota Joaquina (esposa do Rei D. João VI) desfrutar do chá de maconha.
A partir da segunda metade do século XIX começaram a haver mudanças na situação da cannabis no Brasil pois chegaram notícias sobre os efeitos prazerosos da maconha, principalmente após a divulgação dos trabalhos do Prof. Jean Jacques Moreau, da Faculdade de Medicina da Tour, na França, e de vários escritores e poetas de lá. Apesar de tudo, o uso medicinal da maconha foi o mais aceito no Brasil, como descrevia um formulário médico em 1888:
"Contra a bronchite chronica das crianças (...) fumam-se (cigarrilhas Grimault) na asthma, na tísica laryngea, e em todas (...) Debaixo de sua influência o espírito tem uma tendência às idéias risonhas. Um dos seus efeitos mais ordinários é provocar gargalhadas (...) Mas os indivíduos que fazem uso contínuo do haschich vivem num estado de marasmo e imbecilidade" (Chernoviz, 1888).
As cigarrilhas Grimault, de Cannabis Indica, ainda em 1905 era indicada para asma, catarro, insônia, entre outros. Na década de 1930, a maconha ainda era usada no meio medicinal e diversas propriedades terapêuticas do extrato do seu fluido eram citadas:
"Hypnotico e sedativo de acção variada, já conhecido de Dioscórides e de Plínio, o seu emprego requer cautela, cujo resultado será o bom proveito da valiosa preparação como calmante e anti-spasmódico; a sua má administração dá às vezes em resultados, franco delírio e allucinações. É empregado nas dyspepsias(...), no cancro e úlcera gástrica (...) na insomnia, nevralgias, nas perturbações mentais ... dysenteria chronica, asthma, etc.".
A repressão, então, ganhou forças possivelmente devido à posição de um delegado brasileiro Dr. Pernambuco, na II Conferência Internacional do Ópio (1924) pela antiga Liga das Nações, que afirmou que a maconha era mais perigosa que o ópio. Estranhamente, o documento oficial do governo brasileiro (Ministério de Relações Exteriores, 1959) dizia:
"Ora, como acentuam Pernambuco Filho e Heitor Peres, entre outros, essa dependência de ordem física nunca se verifica nos indivíduos que se servem da maconha. Em centenas de observações clínicas, desde 1915, não há uma só referência de morte em pessoa submetida à privação do elemento intoxicante, no caso a resina canábica. No canabismo não se registra a tremenda e clássica crise de falta, acesso de privação (sevrage), tão bem descrita nos viciados pela morfina, pela heroína e outros entorpecentes, fator este indispensável na definição oficial de OMS para que uma droga seja considerada e tida como toxicomanógena".
A repressão no Brasil se alastrou e permaneceu durante décadas, tendo o apoio da Convenção de Entorpecentes da ONUque até o dia de hoje considera a maconha uma droga extremamente prejudicial à saúde e à sociedade, equiparando-a à heroína.
"A proibição total do plantio, cultura, colheita e exploração por particulares da maconha, em todo território nacional, ocorreu em 25/11/1938 pelo Decreto-Lei no 891 do Governo Federal" (Fonseca, 1980).
Afirma-se que a maconha não seja uma substância narcótica sendo um erro colocá-la nessa convenção de entorpecentes. A Lei no 6.368, de 1976, prevê pena de prisão para a pessoa que possua qualquer quantidade de maconha, mesmo que para uso pessoal. Nos dias atuais, a lei mudou e só é necessário ir à delegacia e assinar um "atestado de maconheiro", o que pode prejudicar na hora de pegar um emprego ou outras atividades que requerem um nome limpo na polícia.
Todo esse excesso de problemas envolvendo a maconha durante os anos tem reflexos nos dias atuais, pois apesar de ser tratado em diversos países como medicamento, o Brasil ainda tem muito preconceito em volta da planta canábica, como pode ser notado no artigo Maconha, porta de entrada ou de saída do crack?, onde novas portas ao avanço da medicina são difíceis de abrir.
Estudos comprovam que o consumo da cannabis vem aumentando entre estudantes, o I Levantamento Domiciliar sobre Consumo de Drogas no Brasil em 2002 concluiu que 6,9% dos 47 milhões de habitants já consumiram a cannabis ao menos uma vez, isso corresponte a 3,249 milhões de pessoas, sem contar as que negaram para manter a sua privacidade. Fazendo um comparativo, o número de pessoas internadas por intoxicação aguda ou por dependência de maconha nos últimos 15 anos não ultrapassou 300 por ano de 1997-1999, enquanto que no mesmo período as internações por álcool chegaram a um total de 119.906 pessoas.
Concluindo, no "Jornal Brasileiro de Psiquiatria" (29: 353-4, 1980) o maior perigo do uso da maconha é expor os jovens a consequências de ordem policial sumamente traumáticas. O problema das drogas no Brasil sofre de um julgamento apaixonado e moralista e aqui estaremos até que a sociedade entenda que usuários de maconha não são deliquentes drogados viciados em maconha, mas sim pessoas que tem como droga de escolha a maconha, assim como há pessoas que optam por álcool e/ou cigarro.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Maconha mais antiga do mundo é encontrada na China
Arqueólogos chineses encontraram no estado de Xinxiang um tijolo de maconha pesando 780 gramas, este tijolo, encontrado junto ao corpo de um homem de cerca de 45 anos foi datado tendo aproximadamente 2700 anos de idade. É a descoberta mais antiga de maconha utilizada para fins narcóticos, junto ao homem foram encontradas também uma harpa, pedrarias e um arco, o que reforçaria a tese que tratava-se de algum tipo de Xamã da cultura Gushi, que habitava a região naquela época.
Os Gushi eram cavaleiros nômades caucasianos originários do Mediterrâneo ou da Ásia Menor que falavam uma língua Indoeuropéia. Em seus acampamentos criavam animais e dedicavam-se à agricultura, música e às tecnicas do arco-e-flecha. Na religião Gushi era prevista uma vida eterna, porém apenas o xamã era capaz de comunicar-se com os mortos. Desta forma, é possível que a maconha fosse um instrumento utilizado pelo xamã para este contato. No entanto se aquela maconha encontrada pelos arqueólogos era usada para fins religiosos, medicinais ou recreativos, nunca saberemos com certeza. O certo é que o assunto está causando muita polêmica e servindo de tema aos muitos especuladores do meio acadêmico.
As análises de DNA do material encontrado possibilitaram aos cientistas concluirem que tratava-se de uma variedade da planta que era cultivada, e não da espécie selvagem. O botânico estadosunidense Ethan Russo, convidado pelo governo chinês a fazer parte das pesquisas declara que: "esta é uma descoberta muito importante pois aumenta o tempo conhecido pela ciência do uso de maconha como substância psicoativa e também nos ensina mais sobre o modo de vida dos Gushi". Contudo, não foi possível elucidar o modo de inalação da droga pois junto ao corpo não foram encontradas pipas, cachimbos, ou outro artefato que pudesse ser usado para tal função.
Até hoje, as maconhas mais antigas encontradas pelos arqueólogos datavam de dois mil anos atrás e haviam sido encontradas na China e Sibéria. Nestas regiões, onde as religiões xamânicas eram muito difundidas na época, coexistiam, e a grosso modo coexistem até hoje, grupos humanos com traços asiáticos e ocidentais. Sabe-se que a origem da planta é asiática, mas até o presente momento, fica difícil estabelecer uma data correta para o início do uso desta tão popular erva pois cada nova descoberta nos remete a um passado mais distante.
Fonte:http://mundoemcolapso.blogspot.com/2009/01/maconha-mais-antiga-do-mundo-encontrada.html
Os Gushi eram cavaleiros nômades caucasianos originários do Mediterrâneo ou da Ásia Menor que falavam uma língua Indoeuropéia. Em seus acampamentos criavam animais e dedicavam-se à agricultura, música e às tecnicas do arco-e-flecha. Na religião Gushi era prevista uma vida eterna, porém apenas o xamã era capaz de comunicar-se com os mortos. Desta forma, é possível que a maconha fosse um instrumento utilizado pelo xamã para este contato. No entanto se aquela maconha encontrada pelos arqueólogos era usada para fins religiosos, medicinais ou recreativos, nunca saberemos com certeza. O certo é que o assunto está causando muita polêmica e servindo de tema aos muitos especuladores do meio acadêmico.
As análises de DNA do material encontrado possibilitaram aos cientistas concluirem que tratava-se de uma variedade da planta que era cultivada, e não da espécie selvagem. O botânico estadosunidense Ethan Russo, convidado pelo governo chinês a fazer parte das pesquisas declara que: "esta é uma descoberta muito importante pois aumenta o tempo conhecido pela ciência do uso de maconha como substância psicoativa e também nos ensina mais sobre o modo de vida dos Gushi". Contudo, não foi possível elucidar o modo de inalação da droga pois junto ao corpo não foram encontradas pipas, cachimbos, ou outro artefato que pudesse ser usado para tal função.
Até hoje, as maconhas mais antigas encontradas pelos arqueólogos datavam de dois mil anos atrás e haviam sido encontradas na China e Sibéria. Nestas regiões, onde as religiões xamânicas eram muito difundidas na época, coexistiam, e a grosso modo coexistem até hoje, grupos humanos com traços asiáticos e ocidentais. Sabe-se que a origem da planta é asiática, mas até o presente momento, fica difícil estabelecer uma data correta para o início do uso desta tão popular erva pois cada nova descoberta nos remete a um passado mais distante.
Fonte:http://mundoemcolapso.blogspot.com/2009/01/maconha-mais-antiga-do-mundo-encontrada.html
Essa eh veia mermuhhh ..ganja nela hahah
Mulher de 125 anos fuma maconha e defende ser mais velha
Uma indiana que vive no sul da Índia e fuma maconha quer o título de mulher mais velha do mundo no livro dos recordes. Segundo a agência indiana Ians, a idosa Fulla Nayak, originária de um povoado do estado oriental de Orissa, assegura ter completado 125 anos, apesar de seu título de eleitor emitido pelo governo, em 1995, indicar que ela tem "apenas" 120 anos.
Nayak afirma que chegou aos 125 anos fumando cigarros de ganja (o nome local da maconha), além de beber muito suco de palma e várias xícaras de chá quente ao dia, detalha a agência.
A centenária, que sofre apenas com alguns problemas de vista e caminha sem ajuda, assegurou à agência indiana que nunca teve doenças graves: "Em todos estes anos, meus maiores males foram por resfriados e tosse", indicou.
Um dos netos da idosa, Narayan Nayak, 72 anos, se mostrou convencido de que sua avó é sem dúvida a mulher mais velha do mundo, o que segundo sua opinião merece um registro no Guinness.
Nayak tem ainda dois de seus quatro filhos vivos, a mais velha, Jamuna, com 92 anos, vive no mesmo povoado que ela, Kanarpur, a cerca de 25 quilômetros da capital do distrito de Kendrapada.
EFE
Agência Efe - Todos os direitos reservados 14/nov/06 16:32
Uma indiana que vive no sul da Índia e fuma maconha quer o título de mulher mais velha do mundo no livro dos recordes. Segundo a agência indiana Ians, a idosa Fulla Nayak, originária de um povoado do estado oriental de Orissa, assegura ter completado 125 anos, apesar de seu título de eleitor emitido pelo governo, em 1995, indicar que ela tem "apenas" 120 anos.
Nayak afirma que chegou aos 125 anos fumando cigarros de ganja (o nome local da maconha), além de beber muito suco de palma e várias xícaras de chá quente ao dia, detalha a agência.
A centenária, que sofre apenas com alguns problemas de vista e caminha sem ajuda, assegurou à agência indiana que nunca teve doenças graves: "Em todos estes anos, meus maiores males foram por resfriados e tosse", indicou.
Um dos netos da idosa, Narayan Nayak, 72 anos, se mostrou convencido de que sua avó é sem dúvida a mulher mais velha do mundo, o que segundo sua opinião merece um registro no Guinness.
Nayak tem ainda dois de seus quatro filhos vivos, a mais velha, Jamuna, com 92 anos, vive no mesmo povoado que ela, Kanarpur, a cerca de 25 quilômetros da capital do distrito de Kendrapada.
EFE
Agência Efe - Todos os direitos reservados 14/nov/06 16:32
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A Solução
Precisamos de uma abordagem de senso comum para o controle fiscal e cannabis, como o álcool.
Proposição 19 foi cuidadosamente escrito, a fim de:
Controle de cannabis, como o álcool, permitindo que adultos e mais de 21 na Califórnia para portar até um grama de cannabis, a serem consumidos em casa ou em estabelecimentos licenciados
Dê governos estaduais e municipais a possibilidade de tributar a venda de maconha para consumo de adultos
Coloque as nossas prioridades de polícia, onde eles pertencem, terminando as detenções de consumidores não-violenta cannabis, salvando centenas de milhões de dólares dos contribuintes por ano e permitir a polícia a concentrar-se sobre a criminalidade violenta
Gerar bilhões em receitas anuais para financiar o que mais importa na Califórnia: emprego, saúde, segurança pública, parques, estradas, transportes e muito mais
Cortar o financiamento para os cartéis da droga violenta em toda a nossa fronteira, que atualmente gera 60 por cento das suas receitas provenientes do mercado ilegal de maconha E.U.
Proteja nossas crianças, nossas estradas, e os nossos locais de trabalho, aumentando a pena para a venda de maconha a menores, proibição do uso da maconha em público, nas dependências da escola, e enquanto os menores estão presentes, mantendo estrita sanções penais para a condução sob a influência da maconha e preservar os direitos das entidades patronais para manter os locais de trabalho livre de drogas
Proteger os direitos dos doentes médicos cannabis '
Proposição 19 foi cuidadosamente escrito, a fim de:
Controle de cannabis, como o álcool, permitindo que adultos e mais de 21 na Califórnia para portar até um grama de cannabis, a serem consumidos em casa ou em estabelecimentos licenciados
Dê governos estaduais e municipais a possibilidade de tributar a venda de maconha para consumo de adultos
Coloque as nossas prioridades de polícia, onde eles pertencem, terminando as detenções de consumidores não-violenta cannabis, salvando centenas de milhões de dólares dos contribuintes por ano e permitir a polícia a concentrar-se sobre a criminalidade violenta
Gerar bilhões em receitas anuais para financiar o que mais importa na Califórnia: emprego, saúde, segurança pública, parques, estradas, transportes e muito mais
Cortar o financiamento para os cartéis da droga violenta em toda a nossa fronteira, que atualmente gera 60 por cento das suas receitas provenientes do mercado ilegal de maconha E.U.
Proteja nossas crianças, nossas estradas, e os nossos locais de trabalho, aumentando a pena para a venda de maconha a menores, proibição do uso da maconha em público, nas dependências da escola, e enquanto os menores estão presentes, mantendo estrita sanções penais para a condução sob a influência da maconha e preservar os direitos das entidades patronais para manter os locais de trabalho livre de drogas
Proteger os direitos dos doentes médicos cannabis '
sábado, 28 de agosto de 2010
Nativos do Rio de Janeiro
Quando os portugueses chegaram à Ilha de Vera Cruz, ela não era uma terra desabitada, não era um espaço natural e sim um espaço social, mas ocupado pelos caçadores-coletores-horticultores-pescadores das raças Tupi-guarani que habitavam todo o litoral, desde o atual Ceará até Cananéia era ocupado pelos Tupis e daí até a Lagoa dos Patos dominavam os Guaranis. Esta população já existente na terra ficou conhecida como aborígines. A historiografia costuma pensar no espaço após a ocupação dos europeus sem considerar esta população e sua cultura que já existia.
Os selvagens não guerreavam para conquistar terras uns dos outros, nem tinham como objetivo enriquecer com os pertences dos vencidos ou do resgate dos prisioneiros. Guerreavam para vingar amigos e parentes presos anteriormente ou comidos. Devoravam os inimigos não para se alimentar mas com a intenção de se tornarem mais corajosos e lavavam seus filhos homens com o seu sangue.
A organização social básica dos índios era a tribo, um grupo de indivíduos que habitavam uma área próxima, que falavam a mesma língua, tinham os mesmos costumes e estavam ligados uns aos outros por um forte sentimento de unidade. Tal sentimento era tão forte que os mantinha unidos mesmo quando não existia nenhum chefe ou conselheiro cuja autoridade se estendia a toda a tribo.
A guerra produzia efeitos sociais diretos uma vez que restaurava a unidade coletiva e sua autonomia e eliminava as interferências nas relações sobrenaturais e indiretamente fazia com que os atributos e as qualidades dos antepassados fossem recuperados.
Na região da Guanabara os índios denominavam-se Tupinambás, mais especificamente Tamoios. Jean de Léry, escritor francês que esteve na Guanabara, se refere a eles como Tupinambás Tupiniquins em conjunto, mas Sérgio Milliet considera que Tupinambá era o nome mais geral e Tupiniquim o nome mais particular e que cada grupo possuía duas ou três designações, sendo uma a tradicional e as outras pejorativas ou laudativas, dadas pelos vizinhos inimigos ou amigos. Daí o erro de supor-se uma existência de grande número de tribos Tupis.
Tupinambás e Tupiniquins moravam em aldeias ou tabas que representavam a unidade política das sociedades indígenas, tendo cada uma delas autonomia e possuíam como autoridade mais importante o cacique ou morubixaba ou ainda o tuxaua. O formato das aldeias variava conforme a tribo, alguns construíam aldeias em forma de círculos, outros em forma de ferradura, para alguns a aldeia era composta de uma única habitação coletiva. As tabas possuíam ocas feitas de madeira, cobertas de palha sem nenhum repartimento e em cada oca moravam de trinta a quarenta índios, que dormiam em redes e andavam nus, pintados e ornamentados. As ocas eram construídas de troncos que serviam de trincheira e algumas tinham em volta um fosso cujo fundo era cheio de farpas agudas.
Por necessidade básica de sobrevivência os índios se deslocavam periodicamente para locais onde podiam encontrar recursos mais facilmente. Os mais nômades não possuíam agricultura, nem cerâmica, nem tecidos e não criavam animais domésticos.
Suas aldeias ficavam localizadas em terra férteis próximas de rios e de florestas, para facilitar a pequena agricultura, a caça e a pesca. Cultivavam roças comunitárias que pertenciam a toda a tribo, composta de mandioca, milho, abóbora, feijão, amendoim, tabaco, pimenta e árvores frutíferas. Plantavam e teciam o algodão, que usavam para fazer redes de dormir. Fabricavam cestos de cipó, panelas e vasos de barro, machados de pedra, facas de casco de tartaruga, agulhas de espinhas de peixe e diversos instrumentos musicais de sopro e percussão. Apreciavam a música e a dança, pintavam o corpo e enfeitavam-se com colares de conchas marinhas e penas coloridas de aves.
O cosmógrafo francês André Thevet elaborou um mapa da atual Ilha do Governador onde aparecem trinta e seis tabas. Jean de Léry encontrou em torno da Baía de Guanabara trinta e duas aldeias tupis entre 1550 e 1560. Posteriormente, novas listas foram feitas por missionários e cronistas portugueses, acrescentando outras povoações. As crônicas desses viajantes e outros descrevem a vida diária dos índios, sua agricultura, navegação, seus hábitos, utensílios, a maneira de caçar e de pescar, seus rituais e seus costumes de guerrear.
Viviam da caça e da pesca e encontravam na Mata Atlântica os alimentos de que necessitavam: frutas, palmito, pequenos animais. Eram habilidosos na canoagem e na pesca, se deslocavam pelo interior viajando a pé pelas trilhas da Serra do Mar.
A organização social dos Tupinambás tinha como parâmetro básico o parentesco, sustentado pelo sistema religioso que determinava os valores sociais e o comportamento de cada indivíduo. Esta organização se baseava principalmente nas tarefas relacionadas ao trabalho, divididas por idade e por sexo. As mulheres cuidavam da casa, das crianças, da roça, da fabricação de farinha, da fiação de telagens. Os homens jovens eram responsáveis pela defesa da tribo e expedições guerreiras e pela coleta dos alimentos na caça e na pesca, pela derrubada da mata e preparação da terra para o plantio, pela construção das canoas e armas, pela construção das casas, enquanto que os idosos, tanto homens quanto as mulheres ficavam sentados dando conselhos e passando aos mais jovens a sabedoria das tradições da tribo. Os índios usavam, a queimada para abrir espaços na mata que seriam usados para o cultivo de alimentos, esta prática denominada coivara é ainda muito utilizada no interior do Brasil.
Em relação à religião pode-se ressaltar que eles gostavam de rituais em que se comemorava a passagem de um grupo ou de um indivíduo da vida para a morte, além disto era comemorada a gestação, o nascimento, o casamento, a iniciação da vida adulta e outros acontecimentos. Eles não gostavam de acreditar em um deus supremo, preferiam cultuar em mitos, heróis e forças da natureza. Todas as crenças eram passadas de geração em geração. A medicina dos índios estava ligada à religião e o pajé era a pessoa mais sábia da tribo e era ele o elo de ligação entre a religião e os homens.
Os Tupis possuíam noções de astronomia pela observação das estrelas, da lua e do sol. Conheciam os hábitos dos animais, os locais que freqüentavam, as trilhas que percorriam nas matas e conheciam também as características dos frutos que usavam como alimentos. Possuíam conhecimento sobre as propriedades medicinais dos vegetais que usavam para curar doenças.
Os nativos da terra transmitiam o que sabiam através da palavra falada, apenas pela memória oral, não deixaram documentos escritos sobre sua história. Os primeiros colonizadores tentaram identificá-los dando nome a cada povo, mas criaram grande confusão, porque não conheciam bem as línguas faladas pelos índios e faziam registros confusos em relação ao grau de parentesco das diversas línguas provenientes do mesmo tronco. Das línguas faladas na costa Atlântica, o Tupinambá era predominante.
A guerra e a vingança constituíam instituições fundamentais nas sociedades Tupis-guaranis, todos os grupos locais vizinhos eram considerados inimigos em potencial. As atividades guerreiras nas sociedades indígenas serviam para estabelecer o domínio tribal sobre o território ocupado e estava ligada à necessidade de sacrificar vítimas humanas aos espíritos dos ancestrais míticos e parentes mortos. Ignoravam a exploração econômica do trabalho escravo, os cativos eram tratados com respeito até o sacrifício. A guerra se dava por meio e graças às relações com forças e entidades sobrenaturais e a vitória ou derrota indicavam a comunicação com o sobrenatural, tinha um caráter mágico-religioso e este tipo de caráter deve ser levado em consideração também na análise das relações indígenas com os europeus.
Os selvagens não guerreavam para conquistar terras uns dos outros, nem tinham como objetivo enriquecer com os pertences dos vencidos ou do resgate dos prisioneiros. Guerreavam para vingar amigos e parentes presos anteriormente ou comidos. Devoravam os inimigos não para se alimentar mas com a intenção de se tornarem mais corajosos e lavavam seus filhos homens com o seu sangue.
A organização social básica dos índios era a tribo, um grupo de indivíduos que habitavam uma área próxima, que falavam a mesma língua, tinham os mesmos costumes e estavam ligados uns aos outros por um forte sentimento de unidade. Tal sentimento era tão forte que os mantinha unidos mesmo quando não existia nenhum chefe ou conselheiro cuja autoridade se estendia a toda a tribo.
A guerra produzia efeitos sociais diretos uma vez que restaurava a unidade coletiva e sua autonomia e eliminava as interferências nas relações sobrenaturais e indiretamente fazia com que os atributos e as qualidades dos antepassados fossem recuperados.
Na região da Guanabara os índios denominavam-se Tupinambás, mais especificamente Tamoios. Jean de Léry, escritor francês que esteve na Guanabara, se refere a eles como Tupinambás Tupiniquins em conjunto, mas Sérgio Milliet considera que Tupinambá era o nome mais geral e Tupiniquim o nome mais particular e que cada grupo possuía duas ou três designações, sendo uma a tradicional e as outras pejorativas ou laudativas, dadas pelos vizinhos inimigos ou amigos. Daí o erro de supor-se uma existência de grande número de tribos Tupis.
Tupinambás e Tupiniquins moravam em aldeias ou tabas que representavam a unidade política das sociedades indígenas, tendo cada uma delas autonomia e possuíam como autoridade mais importante o cacique ou morubixaba ou ainda o tuxaua. O formato das aldeias variava conforme a tribo, alguns construíam aldeias em forma de círculos, outros em forma de ferradura, para alguns a aldeia era composta de uma única habitação coletiva. As tabas possuíam ocas feitas de madeira, cobertas de palha sem nenhum repartimento e em cada oca moravam de trinta a quarenta índios, que dormiam em redes e andavam nus, pintados e ornamentados. As ocas eram construídas de troncos que serviam de trincheira e algumas tinham em volta um fosso cujo fundo era cheio de farpas agudas.
Por necessidade básica de sobrevivência os índios se deslocavam periodicamente para locais onde podiam encontrar recursos mais facilmente. Os mais nômades não possuíam agricultura, nem cerâmica, nem tecidos e não criavam animais domésticos.
Suas aldeias ficavam localizadas em terra férteis próximas de rios e de florestas, para facilitar a pequena agricultura, a caça e a pesca. Cultivavam roças comunitárias que pertenciam a toda a tribo, composta de mandioca, milho, abóbora, feijão, amendoim, tabaco, pimenta e árvores frutíferas. Plantavam e teciam o algodão, que usavam para fazer redes de dormir. Fabricavam cestos de cipó, panelas e vasos de barro, machados de pedra, facas de casco de tartaruga, agulhas de espinhas de peixe e diversos instrumentos musicais de sopro e percussão. Apreciavam a música e a dança, pintavam o corpo e enfeitavam-se com colares de conchas marinhas e penas coloridas de aves.
O cosmógrafo francês André Thevet elaborou um mapa da atual Ilha do Governador onde aparecem trinta e seis tabas. Jean de Léry encontrou em torno da Baía de Guanabara trinta e duas aldeias tupis entre 1550 e 1560. Posteriormente, novas listas foram feitas por missionários e cronistas portugueses, acrescentando outras povoações. As crônicas desses viajantes e outros descrevem a vida diária dos índios, sua agricultura, navegação, seus hábitos, utensílios, a maneira de caçar e de pescar, seus rituais e seus costumes de guerrear.
Viviam da caça e da pesca e encontravam na Mata Atlântica os alimentos de que necessitavam: frutas, palmito, pequenos animais. Eram habilidosos na canoagem e na pesca, se deslocavam pelo interior viajando a pé pelas trilhas da Serra do Mar.
A organização social dos Tupinambás tinha como parâmetro básico o parentesco, sustentado pelo sistema religioso que determinava os valores sociais e o comportamento de cada indivíduo. Esta organização se baseava principalmente nas tarefas relacionadas ao trabalho, divididas por idade e por sexo. As mulheres cuidavam da casa, das crianças, da roça, da fabricação de farinha, da fiação de telagens. Os homens jovens eram responsáveis pela defesa da tribo e expedições guerreiras e pela coleta dos alimentos na caça e na pesca, pela derrubada da mata e preparação da terra para o plantio, pela construção das canoas e armas, pela construção das casas, enquanto que os idosos, tanto homens quanto as mulheres ficavam sentados dando conselhos e passando aos mais jovens a sabedoria das tradições da tribo. Os índios usavam, a queimada para abrir espaços na mata que seriam usados para o cultivo de alimentos, esta prática denominada coivara é ainda muito utilizada no interior do Brasil.
Em relação à religião pode-se ressaltar que eles gostavam de rituais em que se comemorava a passagem de um grupo ou de um indivíduo da vida para a morte, além disto era comemorada a gestação, o nascimento, o casamento, a iniciação da vida adulta e outros acontecimentos. Eles não gostavam de acreditar em um deus supremo, preferiam cultuar em mitos, heróis e forças da natureza. Todas as crenças eram passadas de geração em geração. A medicina dos índios estava ligada à religião e o pajé era a pessoa mais sábia da tribo e era ele o elo de ligação entre a religião e os homens.
Os Tupis possuíam noções de astronomia pela observação das estrelas, da lua e do sol. Conheciam os hábitos dos animais, os locais que freqüentavam, as trilhas que percorriam nas matas e conheciam também as características dos frutos que usavam como alimentos. Possuíam conhecimento sobre as propriedades medicinais dos vegetais que usavam para curar doenças.
Os nativos da terra transmitiam o que sabiam através da palavra falada, apenas pela memória oral, não deixaram documentos escritos sobre sua história. Os primeiros colonizadores tentaram identificá-los dando nome a cada povo, mas criaram grande confusão, porque não conheciam bem as línguas faladas pelos índios e faziam registros confusos em relação ao grau de parentesco das diversas línguas provenientes do mesmo tronco. Das línguas faladas na costa Atlântica, o Tupinambá era predominante.
A guerra e a vingança constituíam instituições fundamentais nas sociedades Tupis-guaranis, todos os grupos locais vizinhos eram considerados inimigos em potencial. As atividades guerreiras nas sociedades indígenas serviam para estabelecer o domínio tribal sobre o território ocupado e estava ligada à necessidade de sacrificar vítimas humanas aos espíritos dos ancestrais míticos e parentes mortos. Ignoravam a exploração econômica do trabalho escravo, os cativos eram tratados com respeito até o sacrifício. A guerra se dava por meio e graças às relações com forças e entidades sobrenaturais e a vitória ou derrota indicavam a comunicação com o sobrenatural, tinha um caráter mágico-religioso e este tipo de caráter deve ser levado em consideração também na análise das relações indígenas com os europeus.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A Verdade sobre a verdade
A Verdade (Carlos Drummond de Andrade)
A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.
"Devemos ter ciência que a Verdade não é propriedade de ninguém, de nenhuma raça. Nenhum indivíduo pode reclamar sua exclusividade. A Verdade é a natureza simples de todos os seres..." (Swami Vivekananda - Mestre Indu)
O que é a verdade? Quantas vezes já acreditamos em coisas que mais tarde descobrimos serem bem diferentes daquilo que pensávamos? Quantas vezes a "ciência" nos provou por meio de estudos e experimentos "científicos" que certas coisas seriam improváveis e até impossíveis de acontecer e errou?
Não é preciso se esforçar muito para lembrar de fatos como o ocorrido na década de 30, no qual um notável físico da época provou por meio de cálculos físicos e matemáticos que era impossível existir televisor a cores, ou de um artigo publicado na revista "The WestingHouse Engineer" no final da década de 50 onde utilizando-se de todo o conhecimento adquirido até a época e com base em cálculos físicos e matemáticos, foi provado que um computador jamais superaria a impressionante marca de 1MHz de velocidade de processamento.
A verdade é que a verdade está em cada um de nós. Depende de nossas vivências, nosso conhecimento, experiência e bagagem. Cada pessoa possui sua própria verdade, e tudo aquilo em que uma pessoa acredita passa a ser a sua verdade. O que nós não podemos fazer é "parar" no tempo, nos fechar para outras possibilidades e idéias, pois o que hoje acreditamos ser o correto, pode ser provado amanhã o contrário. Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.
"A corrente de ferro da Verdade, que nós (homens) qualificamos de invariável, nos mantém cegos em um círculo vicioso. Tecnicamente pode-se ter razão nos fatos e, no entanto, estar-se eternamente equivocado na Verdade" (Operação cavalo de Tróia 3 - J.J.Benítez). Devemos parar de temer a Verdade. A Verdade é nossa amiga e nossa aliada. "O Homem permanece no recanto das trevas por medo que a luz da Verdade lhe faça ver coisas que desmoronariam as suas conjecturas" (OVNIs: S.O.S. à Humanidade - J.J.Benítez). Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.
A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.
"Devemos ter ciência que a Verdade não é propriedade de ninguém, de nenhuma raça. Nenhum indivíduo pode reclamar sua exclusividade. A Verdade é a natureza simples de todos os seres..." (Swami Vivekananda - Mestre Indu)
O que é a verdade? Quantas vezes já acreditamos em coisas que mais tarde descobrimos serem bem diferentes daquilo que pensávamos? Quantas vezes a "ciência" nos provou por meio de estudos e experimentos "científicos" que certas coisas seriam improváveis e até impossíveis de acontecer e errou?
Não é preciso se esforçar muito para lembrar de fatos como o ocorrido na década de 30, no qual um notável físico da época provou por meio de cálculos físicos e matemáticos que era impossível existir televisor a cores, ou de um artigo publicado na revista "The WestingHouse Engineer" no final da década de 50 onde utilizando-se de todo o conhecimento adquirido até a época e com base em cálculos físicos e matemáticos, foi provado que um computador jamais superaria a impressionante marca de 1MHz de velocidade de processamento.
A verdade é que a verdade está em cada um de nós. Depende de nossas vivências, nosso conhecimento, experiência e bagagem. Cada pessoa possui sua própria verdade, e tudo aquilo em que uma pessoa acredita passa a ser a sua verdade. O que nós não podemos fazer é "parar" no tempo, nos fechar para outras possibilidades e idéias, pois o que hoje acreditamos ser o correto, pode ser provado amanhã o contrário. Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.
"A corrente de ferro da Verdade, que nós (homens) qualificamos de invariável, nos mantém cegos em um círculo vicioso. Tecnicamente pode-se ter razão nos fatos e, no entanto, estar-se eternamente equivocado na Verdade" (Operação cavalo de Tróia 3 - J.J.Benítez). Devemos parar de temer a Verdade. A Verdade é nossa amiga e nossa aliada. "O Homem permanece no recanto das trevas por medo que a luz da Verdade lhe faça ver coisas que desmoronariam as suas conjecturas" (OVNIs: S.O.S. à Humanidade - J.J.Benítez). Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Viajar
Aqui está uma maneira que nós gostamos de viajar, especialmente. Três dias aqui, dois dias aqui, três dias em outro lugar. Em cada cidade, um hotel com pequeno-almoço (ou meia pensão), e completamente gratuito para dias repletos de imagens fortes e necessariamente alienígenas. Ao terminar você pode dizer "eu fiz um circuito. Você certamente vai surpreender
http://www.voyagenbus.com/circuits.html
http://www.voyagenbus.com/circuits.html
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Shivaismo
A Natureza dos Deuses da Natureza
Somos todos irmãos dos deuses. Nossa sociedade materialista nos afastou do contato com o divino. Atualmente julga-se ridículo dizer que o mundo é sagrado, a vida é sagrada, a natureza é sagrada. O conceito de sagrado evoluiu com o tempo e hoje se restringe a uma concepção bem definida do que é um Deus. A única coisa que ainda preserva sua sacralidade, para a maioria das pessoas, é o deus criador - aquele que fica sentado no alto de sua nuvem, lançando raios sobre os que o desobedecem. Isto é o que a maioria das pessoas tem como deidade. Mas não uma grande maioria dos seres humanos que hoje vivem sobre o planeta Terra.
Aqueles que assim pensam desse Deus, acreditam que este Deus é a resposta natural para a pergunta ”De onde veio o Universo?”. A esta pergunta corresponde a resposta “O Universo foi criado por Deus”. A seguir, pode-se fazer outras perguntas: “ Quem criou Deus”?, “ Que havia antes de Deus ser Criado?” e outras do mesmo calibre.
Provavelmente não foi assim que apareceu o conceito de Deus. Como não estávamos lá para ouvir o que pensavam os homens, só nos resta fazer conjecturas plausíveis, já que adotando atitude Shivaista, antes mesmo de explicá-la, não faremos apelo a Verdades reveladas.
Há cerca de 14.000 anos (12.000AC) (daqui por diante designaremos AC antes de Cristo por E.A Era Antiga.e DC depois de Cristo por E.V. Era Vulgar) (Pinsky, 2001) a Terra começou a esquentar em regiões próximas ao Equador, rios caudalosos substituíram o gêlo. Seres humanos que até então viviam em cavernas, “se protegendo do frio”e que tinham a população limitada pela dificuldade de alimentos, puderam sair e buscar alimento for a destas cavernas. Rapidamente uma primeira especialização deve ter ocorrido, comprovada por desenhos rupestres em que os homens se dedicaram a caca e a pesca e as mulheres a buscar nas florestas que apareciam raízes e frutos comestíveis, guiadas inicialmente pelo instinto e cheiro daquilo que selecionavam para comer. Jogando for a pedaços não comidos, notaram que esses germinavam na Terra , dando uma nova planta. Foi o início da Agricultura e esta realmente floresceu próxima aos grandes rios. Até hoje se menciona a civilização nascida no Vale do Nilo, mesopotâmia, Vale dos Hindus e Ganges, sendo as primeiras as mais conhecidas por nós.
Em locais onde não havia rios que com suas enchentes fertilizassem a Terra, tais como na Ásia central, a agricultura não dominou e sim a domesticação de alguns animais que aproveitavam o leite, carne e peles. Como rapidamente se esgotavam as raízes e frutos de uma região, era necessário imigrações constantes e acredita-se então que naquela região do Globo, a organização familiar se torne diferente.
Enquanto que em uma população agrícola que favorecia o sedentarismo por ser necessário esperar a colheita e a frutificação de árvores plantadas, favorecia o feminino em uma civilização nômade em que o trabalho era lidar com animais fortes favorecia a força bruta é normal que nessas civilizações os homens tivessem supremacia.
Vendo tanto na Terra que fazia brotar plantas gerando a vida quanto observando mulheres que de seu interior saiam novos seres, o conceito da mulher associada a geradora da Vida, se estabeleceu. Comprovação disto vem das figuras de Deusas mães populares entre estas civilizações do Neolítico. Vejam nestas o Sagrado é aquele que Cria a Vida, isto é a Natureza e as Mães. Dai o forte desenvolvimento do respeito ao feminino das civilizações sedentárias. Associada a esta crença associou-se o Deus Natureza com seus símbolos.
E o Shivaismo?
Deve ser útil primeiramente contextualizar com o pensamento oriental, que encerra uma filosofia estranha para os ocidentais, acostumados ao pensamento filosófico grego.
Cerca de 7000 EA, no vale do rio Indus, onde hoje é a o atual Paquistão, desenvolveu-se uma civilização muito avançada, pouco conhecida no ocidente (catálogo de exposição Paquistão 1989){Museu89. Certamente teriam algum tipo de escrita pois já se encontram carimbos, feitos de argila seca ao sol. Existe forte evidência que a organização destas sociedades era do tipo matriarcal e pacíficos. Cabia às mulheres a agricultura e preparo da alimentação para a família. Ao homem cabia principalmente pescar.
Progressivamente aproveitando-se da fertilidade trazida pelas inundações do rio Indus, a população foi aumentado e o alimento armazenado em depósitos.
Na região do Indus, se encontra um personagem hipotético representado no meio dos animais sentado em posição de Lotus, o qual costuma se chamar de Deus dos Animais ou Pashupati, primeira representação de Shiva. Representava-se tambem por um personagem hermafrodita (note que o Adão da Bíblia continha os dois sexos).
Pequenos roedores foram atraidos por esta alimentação armazenada, sendo seguidos por pequenos felinos desejosos de caçá-los. Estes felinos adoravam se esfregar nas pessoas, deixando nelas seus odores, incensíveis ao olfato humano, mas suficiente para identificar aqueles que se deixavam aproximar. Esta atitude, interpretada pelas mulheres como de animais carinhosos, associada a sua utilidade por dar caça aos roedores foi o passo para a aceitação do gato como animal domiciliar.
Os homens com sua tarefa de pescar tinham que passar varias horas imóveis, e foi a grande oportunidade para pensarem e desenvolverem idéias filosóficas que antecederam os gregos por muitos séculos. Nascia a Yoga {Note que a posição mais conhecida de meditação é simplesmente o homem de pernas cruzadas em Lotus (Padmasana) Hoje denominamos estes povos de dravídicos ou dravidianos, povo totalmente pacífico, tal como outros povos de civilizações de pele e olhos escuros.
Posteriormente com o aumento da população construiram outras cidades, das quais, Mohenjo Daro e Harapa, altamente desenvolvidas, com planejamento urbanístico, escrita, organização política e social e arte cerâmica, são as mais conhecidas.
Modernas pesquisas encontraram nestes locais as primeiras manifestações de culto à Shakti, a Mãe Divina, a base do tantrismo. Foram encontradas também imagens em postura de yoga e em atitude de meditação.
Cães que haviam há muito conseguido sua aceitação como companheiros nas cavernas, pelo aviso dado à aproximação de estranhos, passsaram a seguir estas tribos.
Notícias da existência de cidades onde a alimentção abundava despertou o desejo de tambem achar uma “terra prometida''. Provavelmente os primeiros livros da Biblia se refere a um destes povos.
Contam os historiadores ocidentais que esta civilização do Indus teria sido destruída por uma invasão aryana.
Recentes descobertas arqueológicas e linguísticas, no entanto, estão descartando esta teoria de uma possível invasão de um certo povo aryano vindo do norte, com provas significativas da impossibilidade de ter havido esta invasão abrupta. O que é mais provável é a invasão por povos durante um período longo, o termo ariano significando “nobre''.
Estes povos assumindo a liderança nas regiões conquistadas, necessitavam de uma língua comum para se comunicarem. Inventaram então o Sânscrito de modo suficientemente complexo, para que apenas com estudos aprofundados pudessem ser aprendido e rico de homônimos e sinônimos de modo que a Semântica das frases tivesse múltiplos sentidos. Com relação aos caracteres usados adotaram um sistema de mais de 500 sinais diferentes misturando origens dos vários povos conquistadores. Hoje observando a escrita sânscrita em Devanagari, caracteres usuais empregados, nota-se um ligeiro sentimento de escrita hieroglífica e do sul asiático.
Os invasores traziam consigo todo um panteon de deuses que assimilaram os deuses locais e epopéias das conquistas foram escritas em Sânscrirto. A cultura dos povos dominados continuou a ser transmitida de boca a orelha e por versos aprendidos de cor.
Filosofia do Shivaismo
A filosofia do Shivaismo vem sendo transmitida de boca a orelha essencialmente por tres poemas: O Vijñâmabaïrava, o Shivasutra e o Spendakarika. Alguns compreendem tudo do Shivaismo principalmente aquele levado por dravidianos para os montes do Himalaia que se costuma designar por Pratyabhijñâ. Outros necessitam um ensinamento mais progressivo seguido de exercicios e atos purificadores do corpo e talvez nunca compreendam o que é este Shivaismo.
Nada custa experimentar aqui a via rápida. Leia medite e se realmente absorver as 5 frases abaixo, é que compreendeu o Shivaismo:
1- Tu és Shiva.
2- Shiva é teu Eu.
3- Iluminado desde sempre.
4- Sem nascimento nem morte.
5- Seu Universo é um jogo de tua consciência
Que quer dizer isso?
Se não entendeu, pense: não há muito mais a dizer. O resto é conseqüência do que foi dito. Assim:
Não espere encontrar escolas de Shivaismo., se você é Shiva, para que ir a Escola? Não se vai a Templo Shivaita para meditar, Shiva está dentro de você. Aonde vocie estiver tem um Templo. Não procure a Divindade for a de ti, ele é o seu Eu! Não existe percursoa serpercorrido para atingir a liberação.
Sessões livre pois sois Shiva, como querer se liberar? Não existe pecado nem purificação, não existe dualidade nem não dualidade. O conceito de outro não se aplica, pois o Univeros está na Tua Consciência, fenômeno da cognição. Não há ritual nem prática. Como vive o Shivaita? Como todo mundo: vivendo! Meditar não é o vazio como apresentava Pantajali em suas sutras, mas viver cada momento, realmente.
Boa Meditação
Somos todos irmãos dos deuses. Nossa sociedade materialista nos afastou do contato com o divino. Atualmente julga-se ridículo dizer que o mundo é sagrado, a vida é sagrada, a natureza é sagrada. O conceito de sagrado evoluiu com o tempo e hoje se restringe a uma concepção bem definida do que é um Deus. A única coisa que ainda preserva sua sacralidade, para a maioria das pessoas, é o deus criador - aquele que fica sentado no alto de sua nuvem, lançando raios sobre os que o desobedecem. Isto é o que a maioria das pessoas tem como deidade. Mas não uma grande maioria dos seres humanos que hoje vivem sobre o planeta Terra.
Aqueles que assim pensam desse Deus, acreditam que este Deus é a resposta natural para a pergunta ”De onde veio o Universo?”. A esta pergunta corresponde a resposta “O Universo foi criado por Deus”. A seguir, pode-se fazer outras perguntas: “ Quem criou Deus”?, “ Que havia antes de Deus ser Criado?” e outras do mesmo calibre.
Provavelmente não foi assim que apareceu o conceito de Deus. Como não estávamos lá para ouvir o que pensavam os homens, só nos resta fazer conjecturas plausíveis, já que adotando atitude Shivaista, antes mesmo de explicá-la, não faremos apelo a Verdades reveladas.
Há cerca de 14.000 anos (12.000AC) (daqui por diante designaremos AC antes de Cristo por E.A Era Antiga.e DC depois de Cristo por E.V. Era Vulgar) (Pinsky, 2001) a Terra começou a esquentar em regiões próximas ao Equador, rios caudalosos substituíram o gêlo. Seres humanos que até então viviam em cavernas, “se protegendo do frio”e que tinham a população limitada pela dificuldade de alimentos, puderam sair e buscar alimento for a destas cavernas. Rapidamente uma primeira especialização deve ter ocorrido, comprovada por desenhos rupestres em que os homens se dedicaram a caca e a pesca e as mulheres a buscar nas florestas que apareciam raízes e frutos comestíveis, guiadas inicialmente pelo instinto e cheiro daquilo que selecionavam para comer. Jogando for a pedaços não comidos, notaram que esses germinavam na Terra , dando uma nova planta. Foi o início da Agricultura e esta realmente floresceu próxima aos grandes rios. Até hoje se menciona a civilização nascida no Vale do Nilo, mesopotâmia, Vale dos Hindus e Ganges, sendo as primeiras as mais conhecidas por nós.
Em locais onde não havia rios que com suas enchentes fertilizassem a Terra, tais como na Ásia central, a agricultura não dominou e sim a domesticação de alguns animais que aproveitavam o leite, carne e peles. Como rapidamente se esgotavam as raízes e frutos de uma região, era necessário imigrações constantes e acredita-se então que naquela região do Globo, a organização familiar se torne diferente.
Enquanto que em uma população agrícola que favorecia o sedentarismo por ser necessário esperar a colheita e a frutificação de árvores plantadas, favorecia o feminino em uma civilização nômade em que o trabalho era lidar com animais fortes favorecia a força bruta é normal que nessas civilizações os homens tivessem supremacia.
Vendo tanto na Terra que fazia brotar plantas gerando a vida quanto observando mulheres que de seu interior saiam novos seres, o conceito da mulher associada a geradora da Vida, se estabeleceu. Comprovação disto vem das figuras de Deusas mães populares entre estas civilizações do Neolítico. Vejam nestas o Sagrado é aquele que Cria a Vida, isto é a Natureza e as Mães. Dai o forte desenvolvimento do respeito ao feminino das civilizações sedentárias. Associada a esta crença associou-se o Deus Natureza com seus símbolos.
E o Shivaismo?
Deve ser útil primeiramente contextualizar com o pensamento oriental, que encerra uma filosofia estranha para os ocidentais, acostumados ao pensamento filosófico grego.
Cerca de 7000 EA, no vale do rio Indus, onde hoje é a o atual Paquistão, desenvolveu-se uma civilização muito avançada, pouco conhecida no ocidente (catálogo de exposição Paquistão 1989){Museu89. Certamente teriam algum tipo de escrita pois já se encontram carimbos, feitos de argila seca ao sol. Existe forte evidência que a organização destas sociedades era do tipo matriarcal e pacíficos. Cabia às mulheres a agricultura e preparo da alimentação para a família. Ao homem cabia principalmente pescar.
Progressivamente aproveitando-se da fertilidade trazida pelas inundações do rio Indus, a população foi aumentado e o alimento armazenado em depósitos.
Na região do Indus, se encontra um personagem hipotético representado no meio dos animais sentado em posição de Lotus, o qual costuma se chamar de Deus dos Animais ou Pashupati, primeira representação de Shiva. Representava-se tambem por um personagem hermafrodita (note que o Adão da Bíblia continha os dois sexos).
Pequenos roedores foram atraidos por esta alimentação armazenada, sendo seguidos por pequenos felinos desejosos de caçá-los. Estes felinos adoravam se esfregar nas pessoas, deixando nelas seus odores, incensíveis ao olfato humano, mas suficiente para identificar aqueles que se deixavam aproximar. Esta atitude, interpretada pelas mulheres como de animais carinhosos, associada a sua utilidade por dar caça aos roedores foi o passo para a aceitação do gato como animal domiciliar.
Os homens com sua tarefa de pescar tinham que passar varias horas imóveis, e foi a grande oportunidade para pensarem e desenvolverem idéias filosóficas que antecederam os gregos por muitos séculos. Nascia a Yoga {Note que a posição mais conhecida de meditação é simplesmente o homem de pernas cruzadas em Lotus (Padmasana) Hoje denominamos estes povos de dravídicos ou dravidianos, povo totalmente pacífico, tal como outros povos de civilizações de pele e olhos escuros.
Posteriormente com o aumento da população construiram outras cidades, das quais, Mohenjo Daro e Harapa, altamente desenvolvidas, com planejamento urbanístico, escrita, organização política e social e arte cerâmica, são as mais conhecidas.
Modernas pesquisas encontraram nestes locais as primeiras manifestações de culto à Shakti, a Mãe Divina, a base do tantrismo. Foram encontradas também imagens em postura de yoga e em atitude de meditação.
Cães que haviam há muito conseguido sua aceitação como companheiros nas cavernas, pelo aviso dado à aproximação de estranhos, passsaram a seguir estas tribos.
Notícias da existência de cidades onde a alimentção abundava despertou o desejo de tambem achar uma “terra prometida''. Provavelmente os primeiros livros da Biblia se refere a um destes povos.
Contam os historiadores ocidentais que esta civilização do Indus teria sido destruída por uma invasão aryana.
Recentes descobertas arqueológicas e linguísticas, no entanto, estão descartando esta teoria de uma possível invasão de um certo povo aryano vindo do norte, com provas significativas da impossibilidade de ter havido esta invasão abrupta. O que é mais provável é a invasão por povos durante um período longo, o termo ariano significando “nobre''.
Estes povos assumindo a liderança nas regiões conquistadas, necessitavam de uma língua comum para se comunicarem. Inventaram então o Sânscrito de modo suficientemente complexo, para que apenas com estudos aprofundados pudessem ser aprendido e rico de homônimos e sinônimos de modo que a Semântica das frases tivesse múltiplos sentidos. Com relação aos caracteres usados adotaram um sistema de mais de 500 sinais diferentes misturando origens dos vários povos conquistadores. Hoje observando a escrita sânscrita em Devanagari, caracteres usuais empregados, nota-se um ligeiro sentimento de escrita hieroglífica e do sul asiático.
Os invasores traziam consigo todo um panteon de deuses que assimilaram os deuses locais e epopéias das conquistas foram escritas em Sânscrirto. A cultura dos povos dominados continuou a ser transmitida de boca a orelha e por versos aprendidos de cor.
Filosofia do Shivaismo
A filosofia do Shivaismo vem sendo transmitida de boca a orelha essencialmente por tres poemas: O Vijñâmabaïrava, o Shivasutra e o Spendakarika. Alguns compreendem tudo do Shivaismo principalmente aquele levado por dravidianos para os montes do Himalaia que se costuma designar por Pratyabhijñâ. Outros necessitam um ensinamento mais progressivo seguido de exercicios e atos purificadores do corpo e talvez nunca compreendam o que é este Shivaismo.
Nada custa experimentar aqui a via rápida. Leia medite e se realmente absorver as 5 frases abaixo, é que compreendeu o Shivaismo:
1- Tu és Shiva.
2- Shiva é teu Eu.
3- Iluminado desde sempre.
4- Sem nascimento nem morte.
5- Seu Universo é um jogo de tua consciência
Que quer dizer isso?
Se não entendeu, pense: não há muito mais a dizer. O resto é conseqüência do que foi dito. Assim:
Não espere encontrar escolas de Shivaismo., se você é Shiva, para que ir a Escola? Não se vai a Templo Shivaita para meditar, Shiva está dentro de você. Aonde vocie estiver tem um Templo. Não procure a Divindade for a de ti, ele é o seu Eu! Não existe percursoa serpercorrido para atingir a liberação.
Sessões livre pois sois Shiva, como querer se liberar? Não existe pecado nem purificação, não existe dualidade nem não dualidade. O conceito de outro não se aplica, pois o Univeros está na Tua Consciência, fenômeno da cognição. Não há ritual nem prática. Como vive o Shivaita? Como todo mundo: vivendo! Meditar não é o vazio como apresentava Pantajali em suas sutras, mas viver cada momento, realmente.
Boa Meditação
O VALE DOS SENTIMENTOS
Havia um lugar chamado Vale dos Sentimentos e lá moravam todos os sentimentos do mundo. Cada qual com seu nome: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria, a Determinação e outros. Apesar de serem tão diferentes, se davam muito bem. Até os Sentimentos como o a Soberba, a Tristeza e a Vaidade não tinham problemas entre si. Era, todas mulheres lindas. Mas era lá no fundo do vale, na œltima casinha que morava o mais bonito dos sentimentos: o Amor. Ele era tão bom que, quando os outros sentimentos chegavam perto dele, ficavam mudados. Isso acontecia porque dentre todos eles o Amor era o melhor. E amava a todas aquelas mulheres, sem distinção. Sua vida era amar. Até os meninos, orgulho, medo, eram por ele amados.
Porém, no mesmo vale, num lugar mais afastado havia um castelo. Lá neste castelo também morava um sentimento, só que não tinha nada de bom. Era o lar da Raiva. E a Raiva, uma megera que de tão ruim que era, não gostava dos outros moradores do vale. Por isso, quando acordava de mau humor, fazia de tudo para estragar a beleza do lugar. Certo dia teve uma idéia. Foi até seu laboratório e então preparou uma poção, a mais esquisita e estraga prazeres de que se tem notícia. A fumaça que se ergueu da poção tomou conta do lugar e do vale todo; e se transformou numa tempestade como nunca se tinha visto antes.
Quando o vale se encheu de raios, chuva e vento, todos correram para se proteger. Um menino. o Egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando todos para trás. A Alegria deu risadas de alívio por ter se salvado rapidinho. A Riqueza recolheu tudo o que era seu, antes de se abrigar. A Tristeza, a Sabedoria... a Vaidade... Todos conseguiram chegar em suas casas a tempo, ...menos o Amor.
Ele estava tão preocupado em ajudar os outros sentimentos que acabou ficando para trás. Então uma coisa ruim aconteceu: Um raio cortou os céus. Ouviu-se um estrondo gigantesco e um corpo caiu ao solo. A raiva deu sua tarefa por cumprida e retirou-se para dormir.
Quando a tempestade passou, os sentimentos todos puderam abrir suas janelas aliviados. Mas ao saírem, eles sentiram uma coisa diferente no ar.
-Que aconteceu com o amor? - perguntavam entre si
-Ele não se mexe - afirmou outro dos sentimentos
-Tá tão parado que até parece que morreu - exclamou outro.
Nesse momento a Tristeza começou a chorar; o Orgulho não aceitava. Disse que tudo era mentira. A Riqueza afirmava que era um desperdício e a Alegria, pela primeira vez, verteu lágrimas pelos olhos. Então uma coisa estranha começou a acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças porque sem o Amor para uni-los, as diferenças apareceram. A situação já estava bem ruim quando eles repararam que estavam sendo observados. Um encapuzado que eles nunca tinham visto antes. Ele se ajoelhou na frente do Amor... tocou-o calmamente... e ele abriu os olhos.
- Ele não morreu. O amor não morreu! - gritaram os outros sentimentos.
Foi ai que todos puderam ver o rosto da estranho. Ele era ela, uma mulher linda e seu nome era Compreensão. Todos comemoraram, porque o Amor estava vivo e sempre estará! Porque não há nada que possa acabar com o amor, enquanto a Compreensão estiver ao seu lado para ajudá-lo.
A paz voltou a reinar no Vale dos Sentimentos. O Amor e a Compreensão se casaram e tiveram três filhos. Os nomes deles são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E moram juntos hoje e para todo o sempre no Vale dos Sentimentos, bem lá no fundo daquele recanto que se chama CORAÇÃO.
Porém, no mesmo vale, num lugar mais afastado havia um castelo. Lá neste castelo também morava um sentimento, só que não tinha nada de bom. Era o lar da Raiva. E a Raiva, uma megera que de tão ruim que era, não gostava dos outros moradores do vale. Por isso, quando acordava de mau humor, fazia de tudo para estragar a beleza do lugar. Certo dia teve uma idéia. Foi até seu laboratório e então preparou uma poção, a mais esquisita e estraga prazeres de que se tem notícia. A fumaça que se ergueu da poção tomou conta do lugar e do vale todo; e se transformou numa tempestade como nunca se tinha visto antes.
Quando o vale se encheu de raios, chuva e vento, todos correram para se proteger. Um menino. o Egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando todos para trás. A Alegria deu risadas de alívio por ter se salvado rapidinho. A Riqueza recolheu tudo o que era seu, antes de se abrigar. A Tristeza, a Sabedoria... a Vaidade... Todos conseguiram chegar em suas casas a tempo, ...menos o Amor.
Ele estava tão preocupado em ajudar os outros sentimentos que acabou ficando para trás. Então uma coisa ruim aconteceu: Um raio cortou os céus. Ouviu-se um estrondo gigantesco e um corpo caiu ao solo. A raiva deu sua tarefa por cumprida e retirou-se para dormir.
Quando a tempestade passou, os sentimentos todos puderam abrir suas janelas aliviados. Mas ao saírem, eles sentiram uma coisa diferente no ar.
-Que aconteceu com o amor? - perguntavam entre si
-Ele não se mexe - afirmou outro dos sentimentos
-Tá tão parado que até parece que morreu - exclamou outro.
Nesse momento a Tristeza começou a chorar; o Orgulho não aceitava. Disse que tudo era mentira. A Riqueza afirmava que era um desperdício e a Alegria, pela primeira vez, verteu lágrimas pelos olhos. Então uma coisa estranha começou a acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças porque sem o Amor para uni-los, as diferenças apareceram. A situação já estava bem ruim quando eles repararam que estavam sendo observados. Um encapuzado que eles nunca tinham visto antes. Ele se ajoelhou na frente do Amor... tocou-o calmamente... e ele abriu os olhos.
- Ele não morreu. O amor não morreu! - gritaram os outros sentimentos.
Foi ai que todos puderam ver o rosto da estranho. Ele era ela, uma mulher linda e seu nome era Compreensão. Todos comemoraram, porque o Amor estava vivo e sempre estará! Porque não há nada que possa acabar com o amor, enquanto a Compreensão estiver ao seu lado para ajudá-lo.
A paz voltou a reinar no Vale dos Sentimentos. O Amor e a Compreensão se casaram e tiveram três filhos. Os nomes deles são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E moram juntos hoje e para todo o sempre no Vale dos Sentimentos, bem lá no fundo daquele recanto que se chama CORAÇÃO.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
alternativas I
açoes individuais contam e muito pode acreditar ok
http://atitudesustentavel.uol.com.br/?s=%2F+eu+tenho&x=23&y=26
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